Filed Under (Reflexões) by Marina on setembro-22-2009

Texto de Fabiana Bastos

Pela primeira vez fiz um passeio pelo deserto, no final da tarde… O calor ainda era enorme e a areia fina como pó. A medida que o sol ia se pondo, a temperatura ia caindo também. No deserto há temperaturas extremas, durante o dia, sol escaldante e a noite, frio e ventos.

fabiana

Lembrei-me que Deus nos leva ao deserto para poder falar conosco já que  na correria do dia a dia muitas vezes não paramos para ouvir. No deserto, nossa dependência d’Ele é total, visto que não há o que ser feito por nós mesmos.

Lembrei-me também da passagem descrita acima. Ali, no meio do deserto, é fácil entender como um arbusto pegaria fogo. Com o sol escaldante e calor intenso acontece o  fenômeno físico da combustão e as plantas facilmente se queimam. O interessante é pensar que aquele mesmo arbusto não se consumia, não se transformava em  galhos secos ou queimados, pelo contrário, continuava intacto com o fogo aceso.

Ali pensei que muitas vezes também nos sentimos no fogo – dos desafios, das dificuldades, de relacionamentos, amarguras, falta de perdão, isolamento, injustiças – em estado de combustão, em diferentes áreas da vida, desde física, financeira, relacional, emocional e até espiritual.

O importante é entendermos que mesmo sentindo-nos consumidos por tais sentimentos, não vivemos pelo que vemos ou sentimos mas pelo que cremos e ainda que o homem exterior se corrompa, o interior se renova dia após dia (II Co 4:16) .

No deserto, Deus protegia seu povo do sol durante o dia com uma núvem sobre eles, impedindo que fossem desidratados. E à noite os aquecia com colunas de fogo e a cada dia o Pai lhes dava o maná.

Na verdade, essa deveria ser nossa condição diária: dependência durante o dia e noite, dependência para alimentarmos nosso corpo e espírito, ou seja, dependência total e única em Deus.

Recentemente, uma amiga muito amada e especial pra mim e minha casa tem percorrido um grande deserto, lugar de extrema dor onde a única esperança de consolo e restauração de vida está em Deus, na dependência da força e renovo dEle para prosseguir a cada manhã.

Para prosseguir no deserto, assim como Jó – o homem mais testado e aprovado por Deus por passar por grandes desertos de dor – é necessário experimentarmos o renovo do Pai com poder e quantidade transbordante. Para o dia precisamos do seu ânimo e cuidado, para a noite precisamos  aquecer nosso coração com seu amor e consolo e ainda revelação.

A sarça ardente, o maná diário, o cuidado das núvens e do fogo e a provisão acontecem no deserto. Foi esse também o lugar onde Deus falou com Abraão sobre a promessa de receber um filho, onde Deus perguntou a Moisés “o que tens na mão” e Ele abre o mar com o cajado, lugar de dor mas de restauração e de ouvir a voz de Deus. O deserto muitas vezes é o lugar de desespero e morte, onde ficamos entre o mar e os inimigos sem ter o que fazer ou para onde ir, mas é também onde Deus mostra que se crermos e obedecermos veremos a Sua bondade e as Suas promessas cumpridas na nossa vida. Mas é necessário prosseguir.

O Senhor está conosco o tempo todo, Jesus é nosso único caminho de escape (João 17:3). No deserto, no vendaval ou na tempestade (Naum1:3) Ele  continua sendo o  Deus que fala, livra, liberta, consola, ensina na alegria e na tristeza, na abundância e na escassez (Filipenses 4).

Que recebamos o ensinamento vindo Dele seja em qual caminho estivermos, no manancial ou  no deserto.  Que estejamos atentos a voz de Deus para que não seja necessário sermos levados ao deserto da dor. E se mesmo um dia passando por tal lugar sejamos como a sarça ardente, que não se consumia.  “Fiel é Deus que junto com atribulação já proveu o escape’”. (I Coríntios 10:13)

FONTE: Ministério Sal da Terra

http://saldaterra.org.br/prt/conteudo.php?url=pramulher


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